Ateliê de Calças

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#ELASATELIÊ > Isabela Moraes

Quando a Isabela nos contou que só o design fez seus olhos brilharem de verdade, enxergamos uma história muito bacana de amor e empreendedorismo para compartilhar. A Isa acredita que a criatividade pode mudar e inspirar o dia a dia das pessoas. Somou o amor pelo design a vontade de empreender e lançou o @thecube.gallery - uma curadoria online de peças de decoração com design diferenciado. Isabela nos inspira por encontrar caminhos que a levam a sua verdade, e equilibrar razão em emoção em seu negócio.

Você é formada em administração e em design de produto. De onde surgiu a inspiração para abrir um e-commerce de decoração?

Ai, essa é a pergunta mais complexa (risos). Quando eu era mais nova eu sempre quis abrir um negócio, então quando eu tive que escolher uma profissão, eu não tive dúvida: administração. Quando eu estava no meu último ano eu decidi fazer design porque eu sentia falta de alguma coisa, aquele tchan que faz brilhar o olho, sabe? E aí eu fui fazer Design, que eu amo (muito!). E foi um complemento a administração que fez todo o sentido, porque eu acabei encontrando o design thinking.

Eu também passei por um processo de coaching, onde eu pude ter certeza que o que me move é isso; experiências criativas, inspirar pessoas, gerar um bem-estar... Sempre existiu esse amor por peças criativas, bem sacadas, funcionais, e que trazem uma certa alegria quando a gente olha e se surpreende.

Fiquei um tempo viajando pela Europa, em pesquisa, e isso me deu várias ideias de negócio. Aí quando eu voltei eu tinha que bater o pé no chão e falar: “Ok, o que que eu vou querer então?”. E o que acabou me chamando mesmo foi o amor pelo design e aí surgiu esse estalo para (definitivamente) empreender.

É um processo longo e difícil, que requer coragem para escutar o que está dentro de você, equilibrando razão e emoção. O bom é que têm alguns anjos da guarda na sua vida que vão te ajudar a enxergar o caminho certo.

Fala do projeto The Cube. Como a ideia foi evoluindo até o formato que tem hoje?

Somos uma curadoria online de peças de decoração com design diferenciado. À princípio eu pensei em seguir o conselho da grande maioria das pessoas: “Ah não, começa super simples mesmo, vende pelo Instagram...”. Então eu tentei estruturar de uma forma quase que minimalista né (risos), mais enxuta, mas não fazia sentido pra mim. Porque como o objetivo era coletar peças criativas, inusitadas e que fazem a diferença, como que eu ia comunicar isso se não fosse de uma forma também diferenciada?

Então, a The Cube foi se transformando com o tempo, e a própria marca também adquiriu esse caráter de transformação. E o formato atual é esse, de trazer movimento, de interpretar que as pessoas estão sempre mudando e que a casa muda junto com ela. E é o porto seguro, né? O lugar que a gente se sente confortável e vive momentos junto com as pessoas que a gente gosta.

O objetivo da loja realmente é trazer um pouco mais de bem-estar, trazer uma leveza para o dia-a-dia através dos produtos, que são um mix de itens que vêm de grandes e pequenos fornecedores, sempre visando trazer o melhor portfólio, realmente, para dentro do site.

Você é de uma família de três irmãs, mulheres. Como você acha que a criação de vocês as empoderou como mulheres?

Ah, os meus pais são só amor e o legado deles pra gente foi sempre de carinho, apoio e de preparar o terreno para que a gente tivesse coragem e segurança para buscar os nossos sonhos, sempre com ética, transparência e entrega.

E lá em casa é estranho porque a minha família é bem unida. E eu e minhas irmãs, é uma dicotomia assim (risos), porque ao mesmo tempo que a gente é muito diferente, a gente é muito igual. Minha irmã mais velha é médica dermatologista, ela sempre foi muito estudiosa, e aplica isso no dia-a-dia. Ela é bem confiante, decidida e profissional no papel dela. A minha irmã mais nova trabalha com marketing, hoje ela tá lá nos Estados Unidos. É uma pirralha muito esperta, está sempre em movimento e encarando desafios.

Qual a sua característica feminina que você acha que pode mudar o mundo?

Eu me importo muito com os outros. Eu sei que eu não mudo o mundo, mas eu faço questão de fazer com que o mundo das pessoas que estão próximos de mim, seja um bom mundo. Então eu adoro dar presente, fazer surpresa, conversar e aconselhar as pessoas com que eu convivo da melhor forma possível. Eu sinto que essa característica pode mudar o mundo, a empatia e o cuidado com o outro.