Ateliê de Calças

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Bonjour, Paris!

Ir à Paris foi uma forma de nos desligar um pouco da rotina do dia a dia, que pode ser bastante corrida e cansativa, o que acaba fazendo com que deixemos passar detalhes inspiradores presentes ao nosso redor. Dar esse “pause” nas tarefas e viver uma nova rotina em um lugar tão cheio de vida e inspiração quanto Paris nos presenteou com novas ideias e insights que, em breve, se tornarão novas peças e conteúdos pra vocês!

Um beijo, Liana Pandin

Em todo tempo que estive em Paris, fiquei muito atento em perceber as mulheres parisienses. Elas atraem o olhar não apenas pelas roupas, mas principalmente pelo estilo e comportamento. Não é sobre luxo e roupas caras a que estou me referindo, mas justamente o contrário - transmitem simplicidade na maneira de ser. São chiques e, ao mesmo tempo, sem pretensões, excessos ou esforços.

Apesar da característica mais marcante das mulheres parisienses ser seu estilo despretensioso e sem excessos, posso afirmar que as mesas dos cafés e restaurantes são os únicos ambientes em que vinham à tona uma atitude certamente excessiva: o hábito de fumar é praticamente unânime. Algo tão démodé, na cidade que é a capital da moda. Talvez seja esse paradoxo que torne as parisienses mulheres únicas e fascinantes.

Me mudei para Paris tem pouco mais de um ano e estar inserida numa nova cultura tem o inevitável efeito de expandir o nosso repertorio e, claro, isso acaba impactando na percepção sobre o vestir. Adicione Pó de Pirlimpimpim: Paris é a capital da moda e transpira isso de uma forma muito elegante-descomplicada.

Eu, por exemplo, tenho como uma das essências do meu estilo contar com o efeito “borogodó” nas roupas e, aqui, acabei inspirada por querer transmitir isso da forma mais descontraída possível. Agora, não me entenda mal, isso não significa menos ousadia, tá ok? Morar fora significa colocar a cabeça no modo viagem e, com isso, aprontar bastante, afinal, ninguém te conhece aqui, não é mesmo?

Contudo, existem duas coisas que no Brasil nos temos de sobra, diferente daqui. Para começo de conversa, as francesas, em regra, são menos expansivas e mais low-profile que nos, então, cores são raridade e estampas, caso de polícia, deixando uma saudadezinha do nosso jeito mais alegre e espivetado (alô, garotas-cariocas-suingue-sangue-bom na hora de se vestir). E, segundo, no Brasil temos uma infinidade de lojas fora do circuito fast-fashion fazendo roupas transadas e com um preço pagável, enquanto que, aqui, se a loja não é fast-fashion ela já nasce se sentindo Chanel e os preços são mais salgados que bolinho de bacalhau no Natal.

Meus refúgios Parisienses

Desde que comecei a vir para ca com frequência, venho elaborando o meu roteiro de favoritinhos na cidade e agora compartilho com você o meu top 3 (so porque quem é amiga do Ateliê de Calças é minha amiga também, tá?):

- Olha, você, possivelmente, vai se deparar com pessoas fazendo crepes tanto quanto pombos voando, mas isso não significa que é obvio encontrar um lugar verdadeiramente gostoso, então, deixa eu te dar o spoiler: Lulu la Nantaise (67 Rue de Lancry). Fico aqui salivando so de pensar.

- A planche de fromage et charcuterie (prancha de queijo e embutidos) devia ser considerada patrimônio cultural francês, afinal, ja é paixão nacional. Você vai encontrar em qualquer lugar, mas no Comptoir do Canal (14 Quai de la Loire) nos temos o casamento do preço justo com um dono muito cuidadoso na escolha dos produtos oferecidos. Se você estiver com sorte, ira no dia em que o gin feito pela casa esta para jogo. Ai é jackpot!

- Para terminar, eu vou sugerir uma culinaria não francesa que é febre entre os parisienses: La Felicita (5 Parvis Alan Turing). Trata-se de um restaurante italiano com uma comida gostosa que é melhor que muito abraço, localizado numa antiga estação de trem extremamente instagramavel. Ele é diferente de tudo que ja vi, em termos de conceito.

Se esses lugares não derreterem o seu coração, te pago um croissant na sua proxima viagem.